Mais da metade dos alunos de uma escola agrícola do interior viraram universitários.

Quando o Colégio Estadual Agrícola de Campo Mourão (PR) procurou o Centro Universitário Integrado em 2025, a conversa era direta: os alunos do 3º ano precisavam de apoio para o ENEM. A relação entre as duas instituições existia há anos — muitos egressos da escola técnica agrícola ingressavam no curso de Agronomia da faculdade — mas o vínculo estava esfriando. Resumia-se a uma palestra anual do coordenador sobre a profissão.

A escola técnica, localizada no interior do Paraná, forma estudantes do ensino médio com habilitação em Agropecuária Integrada ao Ensino Médio. Muitos alunos vêm de fora da cidade, enfrentam rotinas de trabalho no campo e têm acesso limitado a preparação intensiva para vestibulares. O pedido era claro: ajudar esses jovens a se preparar melhor para o ENEM e outros vestibulares.

A resposta do Integrado não foi uma campanha. Foi um projeto. Três meses de preparação estruturada, presencial e contínua, usando inteligência artificial para personalizar o estudo de cada aluno. O nome: Projeto Sementes do Futuro.

O resultado final transformou esse relacionamento em números concretos: 41 dos 66 alunos que participaram do projeto se matricularam no Centro Universitário Integrado. Uma conversão de 62,1% — vinte vezes acima da média nacional do setor de ensino superior privado, que gira em torno de 3%.

Este não é um case de marketing. É o relato de como relacionamento pedagógico real gera matrícula, e de como plataformas de inteligência artificial podem escalar esse tipo de presença sem perder a personalização.

A conversa que mudou a estratégia

Simone Molina, gerente do Instituto Integrado IN2, conta como tudo começou:

“O projeto surgiu de uma conversa com o diretor do colégio técnico. O curso de Agronomia e o Colégio Agrícola têm relações próximas e muitos egressos do colégio ingressam no curso de Agronomia do Centro Universitário Integrado. Em uma conversa, o diretor do colégio pediu se era possível ajudar na preparação dos alunos do 3º ano para o ENEM e vestibular.”

Não havia ceticismo. Havia intenção clara: de um lado, um colégio que queria melhorar os resultados dos alunos. De outro, uma faculdade que poderia oferecer estrutura, metodologia e ferramentas.

Bruno Câmara, diretor de marketing do Integrado, descreve o que tornava a parceria diferente:

“Esse projeto nasce não só com a nossa vontade de fazer isso, mas nasce também com a vontade do colégio de mudar o status atual deles. Quando a gente junta a vontade de fazer com o método para se fazer, eu particularmente vejo que não tem como dar errado.”

A decisão foi clara: não seria uma ação pontual. Seria um projeto de 3 meses, presencial, com aulas no próprio campus do Centro Universitário Integrado, utilizando inteligência artificial para personalizar o aprendizado de cada estudante.

A estrutura do projeto: metodologia ativa + IA

O Projeto Sementes do Futuro funcionou entre julho e outubro de 2025. A estrutura era a seguinte:

  • 66 alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Agrícola — cerca de 60% das turmas totais
  • 2 turmas de 33 alunos cada
  • 2 encontros semanais presenciais no Centro Universitário Integrado, no período noturno
  • 3 meses de duração

A adesão de 60% dos alunos foi considerada excelente pela coordenação. Simone Molina, gerente do Instituto Integrado IN2, explica: “O projeto atendeu uma média de 60% dos alunos das turmas de 3º ano do Colégio. Esse número foi importante para nós porque as aulas eram no Centro Universitário e durante a noite, e muitos alunos eram de fora da cidade, sendo assim, todos que podiam participar, participaram.”

Essa taxa de participação revela um dado importante: quando a oferta é genuína e estruturada, o aluno adere — mesmo com barreiras logísticas como deslocamento noturno e distância.

A metodologia foi co-construída por Simone Molina, que viabilizou a execução do projeto, conseguiu financiamento para custear os profissionais envolvidos e organizou espaço e materiais de apoio.

O diferencial estava em três pilares:

1. Diagnóstico individual de lacunas

Cada aluno passou por uma avaliação diagnóstica no início do projeto. Não era uma prova genérica — era um mapeamento das lacunas de aprendizado específicas daquele estudante, com foco nas áreas de maior peso no ENEM: Língua Portuguesa e Matemática.

2. Trilhas de estudo personalizadas com IA

A partir do diagnóstico, a plataforma Pazzei gerou cronogramas individuais de estudo. Não era um plano único para toda a turma — cada aluno tinha um caminho diferente, ajustado às suas necessidades.

Simone explica o que a tecnologia permitiu:

“Um trabalho focado em questões do ENEM, todo o trabalho foi desenvolvido por meio de metodologias ativas e o material de apoio foi o Super Professor e o Pazzei com estudo direcionado para os assuntos historicamente mais pedidos no ENEM.”

A inteligência artificial não substituiu o professor. Ela organizou a aprendizagem de forma que cada aluno pudesse avançar no próprio ritmo, sem ficar preso a conteúdos que já dominava ou perdido em temas ainda não compreendidos. A curadoria do banco de questões do Super Professor, atualizado frequentemente com ENEM e vestibulares recentes, garantia que os alunos treinassem com questões reais e relevantes.

3. Acompanhamento contínuo de evolução

Simulados periódicos e análises de desempenho permitiam que os alunos — e os professores — acompanhassem a evolução ao longo do tempo. O protagonismo do estudante estava no centro: ele podia ver onde estava melhorando e onde ainda precisava investir mais tempo.

A plataforma gera relatórios automáticos de desempenho por aluno, turma e habilidade da BNCC — permitindo intervenções pedagógicas precisas.

Simone destaca esse ponto como o diferencial do Pazzei:

“A possibilidade de continuar estudando em casa, de ser protagonista dos seus estudos e também poder avaliar seu desempenho e evolução.”

Os números que provam o impacto

Ao final dos 3 meses, os resultados foram os seguintes:

Métrica Número Percentual
Participantes no projeto 66 100%
Matriculados em Agronomia 29 43,9%
Matriculados em outros cursos (Medicina Veterinária, Administração, etc.) 12 18,2%
Total de matriculados no Centro Universitário Integrado 41 62,1%

 

62,1% de conversão.

Para contextualizar: a taxa média de conversão de leads em matrículas no ensino superior privado brasileiro fica em torno de 3%. Isso significa que, de cada 100 pessoas que demonstram interesse numa faculdade, apenas três se matriculam.

O Projeto Sementes converteu 20 vezes acima da média do setor.

E há um dado estratégico que merece atenção: 18% dos matriculados foram para cursos além de Agronomia. Numa escola técnica agrícola, onde o curso natural seria Agronomia, isso significa que o relacionamento foi construído com a marca Integrado como um todo, não apenas com um departamento.

Bruno Câmara explica:

“Esses 18% talvez foram pessoas que durante o projeto entenderam que o caminho que eles queriam seguir não era o caminho da agronomia, mas que talvez eles possam até trabalhar com um vínculo com o agro. Seja estando em medicina veterinária, seja estando em curso de administração. As pessoas de fato entenderam que queriam continuar sua formação profissional conosco.”

A confiança não foi construída por um curso específico. Foi construída pela experiência com a instituição.

Além dos números: a evolução dos alunos

O impacto do projeto não se mediu apenas em matrículas. Simone observou mudanças pedagógicas reais ao longo dos três meses:

“Os números são maravilhosos, mas podemos perceber um grande amadurecimento na postura e na participação durante as aulas.”

Os alunos que antes participavam passivamente começaram a fazer perguntas, a buscar entender suas próprias dificuldades, a tomar decisões sobre o que estudar. Isso não é comum em modelos tradicionais de cursinho, onde o aluno é receptor passivo de aulas gravadas ou apostilas genéricas.

A personalização por inteligência artificial teve papel central nessa transformação. Quando o aluno vê um cronograma que faz sentido para suas lacunas, quando ele consegue acompanhar sua própria evolução, a relação com o estudo muda.

Essa autonomia — que os documentos estratégicos do Super Professor chamam de “protagonismo” e “aprendizagem adaptativa” — é um dos pilares das metodologias ativas defendidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Simone resume:

“A possibilidade de continuar estudando em casa, de ser protagonista dos seus estudos e também poder avaliar seu desempenho e evolução.”

Esse tipo de impacto pedagógico não aparece em campanhas de anúncio. Aparece em projetos de relacionamento continuado.

Quando o relacionamento vira matrícula

Bruno Câmara, diretor de marketing do Integrado, tem uma frase que resume a lógica por trás do projeto: “A gente precisa ser interessante e não interesseiro.”

A estratégia não foi comercial. Foi pedagógica. A faculdade não foi ao Colégio Agrícola para vender vagas. Foi para ajudar alunos a se prepararem melhor para o ENEM. A matrícula foi consequência, não objetivo inicial.

Esse modelo de relacionamento como estratégia de captação está se tornando a principal alternativa à mídia paga no ensino superior brasileiro.

Bruno explica o que fez a diferença:

“O relacionamento que a gente teve durante o programa, com uma entrega de qualidade, mostrou a nossa seriedade e a nossa vontade de fazer acontecer. O aluno passou a ter um contato que não é um contato comercial. É um contato de interesse e ganha-ganha.”

Durante três meses, o Integrado esteve na rotina desses 66 alunos. Não com um anúncio no feed do Instagram. Não com um WhatsApp de captação. Mas com aulas, professores, estrutura física, plataforma tecnológica e acompanhamento real.

Quando chegou o momento de escolher onde estudar, o Integrado não era uma opção num anúncio. Era uma instituição que o aluno já conhecia.

Expansão: de 66 alunos a 5.000

O resultado foi tão expressivo que o Centro Universitário Integrado tomou uma decisão estratégica: contratou o Pazzei para mais de 5.000 alunos em toda a instituição.

Bruno explica a decisão:

“O entendimento de abrir o Pazzei para a instituição vem de entender que se isso dá certo de maneira consistente em outros locais, isso dá certo dentro de casa. A gente já vinha usando o Pazzei, mas isso nos motiva ainda mais a expandir esse projeto por causa dos nossos objetivos estratégicos. A gente tem o objetivo de ter resultados melhores no ENEM e a gente entende que o Pazzei é uma ferramenta que vai nos ajudar a construir esses resultados.”

A lógica é clara: se a plataforma funcionou para preparar alunos externos e gerou uma conversão de 62%, ela pode ajudar a melhorar os resultados dos alunos que já estão dentro da instituição.

Essa expansão revela algo importante sobre o futuro da educação: plataformas de IA educacional não são apenas ferramentas de captação — são infraestrutura pedagógica contínua. O Pazzei Plano Anual, lançado em 2026, permite exatamente isso: acompanhamento longitudinal de 12 meses, com trilhas adaptativas e análise preditiva via Pazzei X-TRI.

O que esse case revela sobre o futuro da captação educacional

O Projeto Sementes do Futuro não é replicável como receita de bolo. Mas a lógica por trás dele é aplicável a qualquer instituição de ensino:

1. Relacionamento de longo prazo custa menos que mídia paga

Conversão de 62,1% versus 3% da média do setor. Sem custo de anúncio por matrícula. A matemática é clara: quando você está presente na preparação, a conversão aumenta e o CAC (custo de aquisição de cliente) cai.

2. A marca se fortalece quando entrega valor antes de vender

O Integrado não foi ao Colégio Agrícola para vender vagas. Foi para ajudar alunos a se preparar. Quando a ajuda é genuína, a marca constrói confiança — e confiança gera preferência.

Bruno sintetiza essa lógica:

“A gente não tem que vender necessariamente ou somente um produto, mas vender esse senso de responsabilidade que o Integrado tem como propósito, que é de fato abrir mentes e mundos.”

3. Inteligência artificial pode escalar personalização sem perder qualidade

O Pazzei permitiu que 66 alunos tivessem cronogramas individuais de estudo. Sem IA, isso seria inviável. Com IA, é escalável.

Esse é o ponto central da transição estratégica do Super Professor: deixar de ser apenas um banco de questões e se tornar uma plataforma de inteligência educacional, capaz de diagnosticar, personalizar e acompanhar o aprendizado de cada aluno.

Simone resume o diferencial:

“A possibilidade de continuar estudando em casa, de ser protagonista dos seus estudos e também poder avaliar seu desempenho e evolução.”

Essa combinação — metodologias ativas + trilhas adaptativas + acompanhamento contínuo — é o que diferencia uma ferramenta de conteúdo estático de uma plataforma de personalização real.

O plano de estudos com IA do Pazzei, lançado em novembro de 2025, traduz exatamente esse princípio: a trilha se adapta em tempo real conforme o desempenho do aluno, priorizando conteúdos que precisam de reforço.

Como outras instituições podem aplicar essa estratégia

O Projeto Sementes foi um piloto de 3 meses com 66 alunos. Mas a lógica pode ser adaptada para diferentes formatos:

  • Cursos preparatórios de curta duração (intensivos de férias, revisões para o ENEM)
  • Projetos de extensão em escolas públicas ou técnicas da região
  • Plataformas digitais de estudo disponibilizadas para alunos de escolas parceiras
  • Simulados abertos com correção comentada e relatórios de desempenho

O modelo é escalável. Quanto mais cedo a IES começar o relacionamento com o futuro vestibulando, maior a chance de que ele escolha essa instituição quando chegar o momento da matrícula.

Bruno reforça essa recomendação:

“Eu diria que o Pazzei pode ser visto como um projeto de cumprimento do propósito da maioria das instituições de ensino do Brasil. Visto da forma com que ele foi aplicado no Colégio Agrícola, a gente pode ampliar isso para a rede pública das cidades, ajudando a melhorar o resultado nas provas. Você está de fato fazendo a diferença na vida das pessoas.”

Conclusão: quando o relacionamento vira matrícula

Foram 3 meses. 66 alunos. 41 matrículas. Conversão de 62,1%.

Nenhum anúncio pago. Nenhuma campanha de performance. Apenas presença real, metodologia estruturada e ferramentas que entregam resultado pedagógico concreto.

Bruno Câmara resume o aprendizado com uma frase que deveria estar na parede de toda coordenação de marketing educacional:

“A gente precisa ser interessante e não interesseiro. A gente precisa de fato oferecer a possibilidade dos nossos possíveis alunos de se relacionar com o Integrado, se relacionar com a marca e ter essa experiência.”

Anúncio interrompe o aluno. Relacionamento o acompanha. Só um dos dois cria matrícula.

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Ficha técnica do Projeto Sementes do Futuro

Instituição promotora: Centro Universitário Integrado IN2 (Campo Mourão, PR)
Escola parceira: Colégio Estadual Agrícola de Campo Mourão (PR)
Período: Julho a outubro de 2025 (3 meses)
Participantes: 66 alunos do 3º ano do Ensino Médio
Taxa de adesão: ~60% dos alunos das turmas de 3º ano
Estrutura: 2 turmas, 2 encontros semanais presenciais, período noturno
Plataformas utilizadas: Super Professor (curadoria de questões) + Pazzei (trilhas adaptativas com IA)
Metodologia: Diagnóstico individual, trilhas personalizadas, simulados TRI, metodologias ativas
Coordenação pedagógica: Profa. Simone Molina (Gerente do Instituto Integrado IN2)
Coordenação de marketing: Bruno Câmara (Diretor de Marketing — Centro Universitário Integrado)

Resultados:

  • 41 matrículas de 66 alunos (conversão de 62,1%)
  • 29 matriculados em Agronomia (43,9%)
  • 12 matriculados em outros cursos (18,2%)
  • Conversão 20× acima da média do setor (3%)
  • Expansão do Pazzei para mais de 5.000 alunos do Centro Universitário Integrado

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