A maior feira de educação da América Latina confirmou três movimentos que já estão dentro da sala de aula. 

A Bett Brasil 2026 aconteceu de 5 a 8 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. Mais de 330 marcas expositoras, 13 auditórios simultâneos, 450 palestrantes e quatro dias de programação concentrada. O Super Professor passou os quatro dias no estande, recebendo professores, coordenadores e gestores, e acompanhando as discussões que pautaram a maior feira de educação da América Latina.

Três percepções ficaram claras ao longo do evento. Não como previsões de futuro, mas como movimentos que já chegaram às escolas brasileiras.

A IA virou estrutura, e o setor já discute como integrar com responsabilidade

A inteligência artificial deixou de ocupar o canto das feiras de educação como tecnologia experimental e se tornou eixo central das soluções apresentadas. A direção apareceu em todos os formatos do evento: plataformas que adaptam material para estudantes com diferentes formas de aprender, sistemas que pré-corrigem redações com base nas competências do ENEM, tutores virtuais em modo socrático que estimulam o pensamento crítico sem entregar respostas prontas, mobiliário escolar com tecnologia embarcada e até soluções de segurança escolar com visão computacional.

A discussão central, porém, não foi sobre o que a IA pode fazer. Foi sobre como integrá-la com intencionalidade pedagógica. Em painéis do Fórum Ahead CIEE – Ensino Superior, especialistas reforçaram que a tecnologia amplia o que o professor consegue fazer, mas não substitui o trabalho humano de mediar, analisar e construir conhecimento. O ponto que mais ressoou foi a defesa de que a adoção da IA exige planejamento estratégico, sob risco de gerar dependência excessiva da tecnologia, ameaças cibernéticas e vazamento de dados.

Essa direção encontra eco em uma escolha que o Super Professor fez desde o início. A IA dentro do ecossistema é construída em cima da curadoria humana, e não no lugar dela. As mais de 230 mil questões do acervo foram selecionadas, revisadas e comentadas por professores especialistas. Quando a IA entra, como no Corretor de Redação com Inteligência Artificial, é para acelerar o trabalho mecânico do professor, não para substituir sua leitura.

O dado virou ferramenta de antecipação, não relatório de fim de bimestre

O segundo movimento ganhou destaque no Fórum de Gestores, espaço dedicado à reflexão estratégica para diretores, coordenadores e mantenedores. A defesa central foi de que as escolas precisam sair do modo reativo, que resolve problema depois que ele aparece, e entrar em uma cultura orientada por evidência.

Os especialistas que participaram do fórum trouxeram um diagnóstico direto. A escola é geradora constante de dados, que chegam por sistemas administrativos, pedagógicos, de comunicação com a família e de acompanhamento do aluno. O desafio não está na ausência da informação, mas na sua integração. Sinais como queda de frequência, atrasos recorrentes, distanciamento social e queda de desempenho são indicativos claros, mas só viram ação quando organizados em tempo de a escola intervir.

Um dos pontos mais comentados sintetizou bem essa virada: nenhum aluno deixa a escola sem dar um aviso antes. O que falta, muitas vezes, é o sistema que organize esses sinais a tempo.

Esse movimento encontra correspondência prática em iniciativas de gestão pública apresentadas na feira. O estado do Amapá foi reconhecido pelo Plano Acelera Educação, que reorganizou a coleta e análise de dados educacionais e elevou significativamente a participação da rede em avaliações como o SAEB. Em dois anos, a gestão baseada em evidência também recuperou recursos financeiros federais essenciais para o estado.

No estande do Super Professor, o painel de desempenho foi um dos pontos mais comentados pelos gestores. A possibilidade de ler, em uma única tela, o resultado de uma turma por aluno, por habilidade e por questão transforma o que antes era relatório em mapa de decisão pedagógica.

O professor segue no centro, e o setor reconhece isso

Em meio a tantos lançamentos com IA, dados e automação, a defesa do papel do professor apareceu repetidamente nos auditórios e nas conversas de corredor. Não como nostalgia, nem como reação à tecnologia, mas como reconhecimento de que o trabalho humano de ensinar, mediar e adaptar é justamente o que dá sentido à tecnologia.

A inclusão escolar é um dos campos onde isso fica mais visível. Dados apresentados na feira mostraram que, entre 2015 e 2024, o número de matrículas na educação especial mais que dobrou no Brasil, saltando de 930 mil para 2,07 milhões de estudantes. Hoje, 92,6% desses alunos estão incluídos em classes comuns, e o perfil mudou: estudantes com Transtorno do Espectro Autista passaram a representar 44,2% das matrículas, contra 5,6% em 2015.

Esse cenário, somado ao decreto nº 12.686 de outubro de 2025 que instituiu a nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, aumenta a demanda por ferramentas que apoiem o professor na personalização do ensino. E a feira deixou claro que essas ferramentas não substituem a leitura pedagógica do docente, elas a ampliam.

O município de Pilar, em Alagoas, foi reconhecido na feira por um programa bilíngue implementado desde 2022, com resultados expressivos em desempenho acadêmico e fluência em inglês. A capital Maceió também foi destaque com a expansão da educação bilíngue para mais de 4 mil crianças da educação infantil. Indaiatuba, em São Paulo, recebeu reconhecimento por um programa de robótica educacional que integra conceitos de STEM e cultura maker ao currículo de 29 escolas. Em todos os casos, o sucesso depende da formação contínua do corpo docente e do acompanhamento pedagógico próximo das escolas.

A fala do professor que atravessou três décadas de Super Professor

A conversa que mais sintetizou esses três movimentos no estande do Super Professor veio de um professor que conhece a plataforma de longa data. O José Alvino, da Collabits, usa o Super Professor desde a época em que ela era distribuída em disquete. Atravessou a fase do CD-ROM, chegou na plataforma web e segue usando hoje principalmente para montar provas e listas, função que sempre foi o coração da ferramenta.

“Eu vejo o Super Professor sendo entregue com facilidade pra que o professor possa focar. A gente dá autonomia pro próprio estudante também usar a ferramenta, que antigamente era só o professor que usava. Hoje o estudante pode usar o Pazzei, já é um diferencial, vai ajudar o professor a ajudar o estudante sem precisar eles se conectarem diretamente.

Na pior das hipóteses, e tem muitas outras melhores, eu tive mais tempo pra ler, pra estudar, pra fazer um mestrado, um doutorado. A gente precisa que as coisas mais mecânicas estejam ali. O meu conhecimento vai filtrar: essa questão não, essa não, essa aqui está ótima. Essa praticidade me permite entregar o melhor pros alunos.”

— José Alvino, professor parceiro (Collabits), no estande do Super Professor na Bett Brasil 2026

A fala atravessa mais de três décadas de uso da plataforma e responde, na prática, ao que o setor inteiro discutiu na feira. Tempo devolvido ao professor. Autonomia para o estudante. Curadoria humana como filtro do que chega na sala de aula.

O que fica da Bett 2026

A feira terminou no dia 8, mas a conversa que ela abriu segue aberta dentro de cada escola que entendeu o recado. IA construída em cima de curadoria humana. Dado pedagógico como ferramenta de decisão. Professor no centro de tudo que faz sentido em educação.

Para o Super Professor, são três pilares que sustentam a virada da plataforma para um ecossistema de inteligência pedagógica que conecta criação, aplicação, correção e análise de resultados em um único caminho.

Se a sua escola quer entender como o ecossistema funciona na prática, clique aqui.

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